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Inteligência Jurídica
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STJ 5ª Turma STJ Acervo STJ · Penal

Novos argumentos hábeis a desconstituir a decisão impugnada · Estelionato · Incompetência do juízo · Prejuízo à defesa

Julgado em 10/10/2019 · AgRg no RHC 110.369 · Rel. Min. Leopoldo de Arruda Raposo (Desembargador Convocado do Tj/Pe)
Sede do Superior Tribunal de Justiça, em Brasília
Foto de Leopoldo de Arruda Raposo (Desembargador Convocado do Tj/Pe)
Rel. Min. Leopoldo de Arruda Raposo (Desembargador Convocado do Tj/Pe)5ª Turma STJ
Resumo do caso · a ementa oficial, organizada por seções
Cabeçalho da ementa

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. NOVOS ARGUMENTOS HÁBEIS A DESCONSTITUIR A DECISÃO IMPUGNADA. INEXISTÊNCIA. ESTELIONATO. INCOMPETÊNCIA DO JUÍZO. INOCORRÊNCIA. PREJUÍZO À DEFESA. NÃO DEMONSTRADO. AGRAVO DESPROVIDO.

Resultado do julgamento

A jurisprudência desta Corte de Justiça também, há muito, se firmou no sentido de que a declaração de nulidade exige a comprovação de prejuízo, em consonância com o princípio pas de nullité sans grief, consagrado no art. 563 do Código de Processo Penal, o que não ocorreu no presente caso. Agravo regimental desprovido.

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Ementa

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. NOVOS ARGUMENTOS HÁBEIS A DESCONSTITUIR A DECISÃO IMPUGNADA. INEXISTÊNCIA. ESTELIONATO. INCOMPETÊNCIA DO JUÍZO. INOCORRÊNCIA. PREJUÍZO À DEFESA. NÃO DEMONSTRADO. AGRAVO DESPROVIDO. I - Esta Corte Superior de Justiça possui entendimento sedimentado de que o agravo regimental deve trazer novos argumentos capazes de alterar o entendimento anteriormente firmado, …

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. NOVOS ARGUMENTOS HÁBEIS A DESCONSTITUIR A DECISÃO IMPUGNADA. INEXISTÊNCIA. ESTELIONATO. INCOMPETÊNCIA DO JUÍZO. INOCORRÊNCIA. PREJUÍZO À DEFESA. NÃO DEMONSTRADO. AGRAVO DESPROVIDO. I - Esta Corte Superior de Justiça possui entendimento sedimentado de que o agravo regimental deve trazer novos argumentos capazes de alterar o entendimento anteriormente firmado, sob pena de ser mantida a r. decisão vergastada pelos próprios fundamentos. II - É cediço, na jurisprudência pátria, que o crime de estelionato possui natureza material, somente se consumando com a produção do resultado lesivo. Dessarte, a competência para o processamento da ação penal será a do local da obtenção da vantagem ilícita. (Precedentes). III - As instâncias ordinárias adotaram o entendimento, consoante o firmado por esta Corte Superior de Justiça, de que o delito de estelionato consuma-se no momento e lugar em que se obtém a vantagem ilícita e, no caso, "seja pela emissão de parte das notas fiscais, seja pela apreensão das máquinas agrícolas supostamente adulteradas, ambas ocorridas, pelo menos, em parte, neste Juízo, a competência para processar e julgar o pedido formulado na denúncia é da 2ª Vara Criminal de Carazinho" (fl. 2.034). IV - A jurisprudência desta Corte de Justiça também, há muito, se firmou no sentido de que a declaração de nulidade exige a comprovação de prejuízo, em consonância com o princípio pas de nullité sans grief, consagrado no art. 563 do Código de Processo Penal, o que não ocorreu no presente caso. Agravo regimental desprovido.

Ementa reproduzida do espelho do acórdão publicado pelo Superior Tribunal de Justiça em seus dados abertos (registro 201900865190, publicação em 22/10/2019). Material informativo; não constitui consultoria jurídica nem promessa de resultado.
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