HABEAS CORPUS. PECULATO. CRIME LICITATÓRIO.
Centenas de milhares de acórdãos do STJ — no penal, cada um com o resultado para a defesa e o filtro "só favoráveis" —, com busca por tema, relator e número do processo.
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HABEAS CORPUS. PECULATO. CRIME LICITATÓRIO. DEPUTADO DISTRITAL. DENÚNCIA RECEBIDA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. AUSÊNCIA DE JUSTA CAUSA. INEXISTÊNCIA. PROVA DA MATERIALIDADE E INDÍCIOS DE AUTORIA. ALEGAÇÃO DE RESPONSABILIDADE PENAL OBJETIVA. NEXO CAUSAL DEMONSTRADO. MATÉRIAS AFEITAS AO JUÍZO DA CAUSA. NECESSIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA. AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. ORDEM DENEGADA. - O trancamento de ação penal é medida excepcional, que se mostra possível apenas nos casos em que se puder verificar, de plano, a total ausência de indícios sobre autoria e prova da materialidade, a atipicidade da conduta, ou a ocorrência de uma causa de extinção da punibilidade, bem como quando a peça acusatória não estiver apta, nos termos do art. 41 do Código de Processo Penal, para a deflagração do processo penal, assegurando a ampla defesa. - Da leitura dos autos, percebe-se a existência de lastro probatório mínimo para a acusação, não procedendo, portanto, a alegação de falta de justa causa para a ação penal, tendo em vista que a denúncia foi amparada em farta base empírica, na qual restou demonstrada, ao menos em princípio, a existência dos delitos e os indícios de autoria. - Não há falar, ainda, no presente momento, em responsabilidade penal objetiva em relação ao paciente quanto ao delito licitatório, uma vez que demonstrado o nexo causal entre a sua atuação e a contratação da empresa sem a realização do devido processo licitatório, ante o vínculo existente com os demais denunciados. - Incabível a análise da participação do paciente na prática dos delitos, tendo em vista que exigiria necessariamente a incursão em matéria de prova e ensejaria a subtração da análise do mérito da ação penal, para qual é competente o Juízo de conhecimento da causa, que, apoiado no conjunto probatório a ser produzido no decorrer da instrução criminal, resolverá a questão apresentada. Ordem denegada.