HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. HOMICÍDIO. PRISÃO EM FLAGRANTE. TESE DE AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DA DEFENSORIA PÚBLICA. REEXAME DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIABILIDADE. INSURGÊNCIA CONTRA A PRISÃO PREVENTIVA. GRAVIDADE DA CONDUTA. MODUS OPERANDI. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. PEDIDO DE PRISÃO DOMICILIAR FUNDADO NA RECOMENDAÇÃO N. 62 DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. IMPOSSIBILIDADE. REQUISITOS NÃO DEMONSTRADOS. ORDEM DENEGADA.
Ordem de habeas corpus denegada.
Centenas de milhares de acórdãos do STJ — no penal, cada um com o resultado para a defesa e o filtro "só favoráveis" —, com busca por tema, relator e número do processo.
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HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. HOMICÍDIO. PRISÃO EM FLAGRANTE. TESE DE AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DA DEFENSORIA PÚBLICA. REEXAME DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIABILIDADE. INSURGÊNCIA CONTRA A PRISÃO PREVENTIVA. GRAVIDADE DA CONDUTA. MODUS OPERANDI. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. PEDIDO DE PRISÃO DOMICILIAR FUNDADO NA RECOMENDAÇÃO N. 62 DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. IMPOSSIBILIDADE. REQUISITOS NÃO DEMONSTRADOS. ORDEM DENEGADA.
1. O Tribunal a quo, ao contrário do alegado pelo Impetrante, ressaltou a existência de intimação do órgão defensor. Logo, a alteração da referida conclusão demandaria o reexame do suporte fático-probatório, providência inviável na via do habeas corpus.
2. A manutenção da custódia cautelar encontra-se suficientemente fundamentada diante das circunstâncias do caso que, pelas características e circunstâncias delineadas, retratam, in concreto, a periculosidade do Agente - cuja vítima, pelo o que foi apurado até então, foi deslocada pelo Acusado de dentro de sua casa até a calçada, onde foi deixada, com "lesões no rosto da ofendida, além de seu próprio óbito" -, a indicar a necessidade da segregação provisória para a garantia da ordem pública, considerando-se, sobretudo, o modus operandi do delito.
3. Em razão da pandemia causada pelo novo coronavírus, não se ignora a necessidade de realizar o juízo de risco inerente à custódia cautelar com maior preponderância das medidas alternativas ao cárcere, a fim de evitar a proliferação da Covid-19; todavia, essa exegese da Recomendação do CNJ não permite concluir pela automática substituição da prisão preventiva pela domiciliar.
4. O Tribunal local salientou que não ficou demonstrado efetivo risco à saúde o Paciente e que o Acusado não apresenta qualquer enfermidade ou debilidade que o coloque no grupo de risco da pandemia. Desse modo, não há como infirmar a conclusão de que a substituição da segregação cautelar por domiciliar, no caso, não atende ao disposto na Recomendação n. 62 do CNJ.
5. Ordem de habeas corpus denegada.