TURMA
OITAVA
OITAVA TURMA
Inteligência Jurídica
← Voltar ao JusAtual
STJ 6ª Turma STJ Acervo STJ · Penal

155, § 4º, ii e iv, por quatorze vezes, 288, 299, todos do código penal, e art · 1º, caput, § 1º, ii, e § 4º, da lei n · 9.613/1998 · Prisão preventiva decretada pelo tribunal a quo

Julgado em 18/06/2019 · HC 418.533 · Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro
Sede do Superior Tribunal de Justiça, em Brasília
Foto de Antonio Saldanha Palheiro
Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro6ª Turma STJ
Resumo do caso · a ementa oficial, organizada por seções
Cabeçalho da ementa

HABEAS CORPUS. ARTS. 155, § 4º, II E IV, POR QUATORZE VEZES, 288, 299, TODOS DO CÓDIGO PENAL, E ART. 1º, CAPUT, § 1º, II, E § 4º, DA LEI N. 9.613/1998. PRISÃO PREVENTIVA DECRETADA PELO TRIBUNAL A QUO. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. GRAVIDADE CONCRETA DA CONDUTA E REITERAÇÃO DELITIVA. APLICAÇÃO DA LEI PENAL. PACIENTE FORAGIDO ATÉ OS DIAS ATUAIS. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CARACTERIZADO. ORDEM DENEGADA.

Resultado do julgamento

Ordem denegada.

Leia a análise, a ementa completa e pesquise todo o acervo

Centenas de milhares de acórdãos do STJ — no penal, cada um com o resultado para a defesa e o filtro "só favoráveis" —, com busca por tema, relator e número do processo.

Liberar 24h grátis →
Ementa

HABEAS CORPUS. ARTS. 155, § 4º, II E IV, POR QUATORZE VEZES, 288, 299, TODOS DO CÓDIGO PENAL, E ART. 1º, CAPUT, § 1º, II, E § 4º, DA LEI N. 9.613/1998. PRISÃO PREVENTIVA DECRETADA PELO TRIBUNAL A QUO. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. GRAVIDADE CONCRETA DA CONDUTA E REITERAÇÃO DELITIVA. APLICAÇÃO DA LEI PENAL. PACIENTE FORAGIDO ATÉ OS DIAS ATUAIS. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CARACTERIZADO. ORDEM DENEGADA. 1. Sabe-se que o …

HABEAS CORPUS. ARTS. 155, § 4º, II E IV, POR QUATORZE VEZES, 288, 299, TODOS DO CÓDIGO PENAL, E ART. 1º, CAPUT, § 1º, II, E § 4º, DA LEI N. 9.613/1998. PRISÃO PREVENTIVA DECRETADA PELO TRIBUNAL A QUO. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. GRAVIDADE CONCRETA DA CONDUTA E REITERAÇÃO DELITIVA. APLICAÇÃO DA LEI PENAL. PACIENTE FORAGIDO ATÉ OS DIAS ATUAIS. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CARACTERIZADO. ORDEM DENEGADA.

1. Sabe-se que o ordenamento jurídico vigente traz a liberdade do indivíduo como regra. Desse modo, antes da confirmação da condenação pelo Tribunal de Justiça, a prisão revela-se cabível tão somente quando estiver concretamente comprovada a existência do periculum libertatis, sendo impossível o recolhimento de alguém ao cárcere caso se mostrem inexistentes os pressupostos autorizadores da medida extrema, previstos na legislação processual penal. 2. Na espécie, a segregação provisória encontra-se devidamente motivada, uma vez que destacou o Tribunal a quo a gravidade concreta da conduta, evidenciada pelo prejuízo suportado pela vítima no montante de mais de R$ 7.000.000,00 (sete milhões de reais). Enfatizou o Tribunal de origem, ainda, a reiteração delitiva do paciente, o qual "já foi processado por delito envolvendo o patrimônio alheio, no caso por estelionato". Portanto, a custódia preventiva está justificada na necessidade de garantia da ordem pública.

3. Não há falar, na hipótese, que a distância temporal existente entre os fatos (ocorridos entre 2013 e 2015) e o decreto prisional deslegitima a medida extrema de prisão, uma vez que a ordem de custódia, exarada pelo Tribunal estadual em 17/8/2017, não está amparada tão somente na gravidade dos crimes supostamente praticados mas, também, como visto acima, na contumácia delitiva do paciente, pois faz expressa referência ao fato de ele já ter sido "processado por delito envolvendo o patrimônio alheio, no caso por estelionato", cabendo destacar que o paciente, embora possua advogado constituído, apenas não está segregado nos dias atuais porque nunca foi encontrado. 4. Constatado que o paciente encontra-se foragido, não obstante a determinação de prisão seja datada de agosto de 2017, reforçada está a necessidade da segregação antecipada, agora também para assegurar a aplicação da lei penal.

5. Ordem denegada.

Ementa reproduzida do espelho do acórdão publicado pelo Superior Tribunal de Justiça em seus dados abertos (registro 201702517639, publicação em 27/06/2019). Material informativo; não constitui consultoria jurídica nem promessa de resultado.
← Voltar ao JusAtual