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Inteligência Jurídica
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STJ 5ª Turma STJ Acervo STJ · Penal Concedida de ofício

Inadequação · Receptação · Porte ilegal de arma de fogo de uso restrito · Resistência

Julgado em 04/09/2018 · HC 427.674 · Rel. Min. Ribeiro Dantas
Sede do Superior Tribunal de Justiça, em Brasília
Foto de Ribeiro Dantas
Rel. Min. Ribeiro Dantas5ª Turma STJ
Resumo do caso · a ementa oficial, organizada por seções
Cabeçalho da ementa

PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO. INADEQUAÇÃO. RECEPTAÇÃO. PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO DE USO RESTRITO. RESISTÊNCIA. DOSIMETRIA. MAUS ANTECEDENTES E REINCIDÊNCIA. MESMO TÍTULO CONDENATÓRIO USADO NAS DUAS FASES DO PROCESSO DOSIMÉTRICO. BIS IN IDEM CONFIGURADO. OFENSA À SÚMULA 241/STJ. REGIME PRISIONAL FECHADO DEVIDAMENTE JUSTIFICADO. PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. CIRCUNSTÂNCIA JUDICIAL DESFAVORÁVEL. PENA SUPERIOR A 4 E INFERIOR A 8 ANOS DE RECLUSÃO. ART. 33, § 3º, DO CÓDIGO PENAL. GRAVIDADE CONCRETA DA CONDUTA. FUNDAMENTOS IDÔNEOS PARA IMPOSIÇÃO DO REGIME MAIS GRAVOSO. FLAGRANTE ILEGALIDADE EVIDENCIADA. WRIT NÃO CONHECIDO. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO.

Resultado do julgamento

Writ não conhecido. Ordem concedida, de ofício, a fim de restabelecer a pena imposta ao paciente na sentença condenatória, ficando, porém, mantido o regime fechado para o início do cumprimento da reprimenda.

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PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO. INADEQUAÇÃO. RECEPTAÇÃO. PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO DE USO RESTRITO. RESISTÊNCIA. DOSIMETRIA. MAUS ANTECEDENTES E REINCIDÊNCIA. MESMO TÍTULO CONDENATÓRIO USADO NAS DUAS FASES DO PROCESSO DOSIMÉTRICO. BIS IN IDEM CONFIGURADO. OFENSA À SÚMULA 241/STJ. REGIME PRISIONAL FECHADO DEVIDAMENTE JUSTIFICADO. PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. CIRCUNSTÂNCIA JUDICIAL …

PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO. INADEQUAÇÃO. RECEPTAÇÃO. PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO DE USO RESTRITO. RESISTÊNCIA. DOSIMETRIA. MAUS ANTECEDENTES E REINCIDÊNCIA. MESMO TÍTULO CONDENATÓRIO USADO NAS DUAS FASES DO PROCESSO DOSIMÉTRICO. BIS IN IDEM CONFIGURADO. OFENSA À SÚMULA 241/STJ. REGIME PRISIONAL FECHADO DEVIDAMENTE JUSTIFICADO. PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. CIRCUNSTÂNCIA JUDICIAL DESFAVORÁVEL. PENA SUPERIOR A 4 E INFERIOR A 8 ANOS DE RECLUSÃO. ART. 33, § 3º, DO CÓDIGO PENAL. GRAVIDADE CONCRETA DA CONDUTA. FUNDAMENTOS IDÔNEOS PARA IMPOSIÇÃO DO REGIME MAIS GRAVOSO. FLAGRANTE ILEGALIDADE EVIDENCIADA. WRIT NÃO CONHECIDO. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO. 1. Esta Corte e o Supremo Tribunal Federal pacificaram orientação no sentido de que não cabe habeas corpus substitutivo do recurso legalmente previsto para a hipótese, impondo-se o não conhecimento da impetração, salvo quando constatada a existência de flagrante ilegalidade no ato judicial impugnado.

2. A individualização da pena é submetida aos elementos de convicção judiciais acerca das circunstâncias do crime, cabendo às Cortes Superiores apenas o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, a fim de evitar eventuais arbitrariedades. Destarte, salvo flagrante ilegalidade, o reexame das circunstâncias judiciais e os critérios concretos de individualização da pena mostram-se inadequados à estreita via do habeas corpus, pois exigiriam revolvimento probatório.

3. A jurisprudência desta Corte admite a utilização de condenações anteriores transitadas em julgado como fundamento para a fixação da pena-base acima do mínimo legal, diante da valoração negativa dos maus antecedentes, ficando apenas vedado o bis in idem. 4. Na hipótese, tendo sido valorado o mesmo título judicial na primeira e na segunda fase da dosimetria, resta evidenciada a ocorrência de indevido bis in idem e ofensa à Súmula 241/STJ.

5. De acordo com a Súmula 440/STJ, "fixada a pena-base no mínimo legal, é vedado o estabelecimento de regime prisional mais gravoso do que o cabível em razão da sanção imposta, com base apenas na gravidade abstrata do delito". De igual modo, as Súmulas 718 e 719/STF, prelecionam, respectivamente, que "a opinião do julgador sobre a gravidade em abstrato do crime não constitui motivação idônea para a imposição de regime mais severo do que o permitido segundo a pena aplicada" e "a imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea".

6. Tratando-se de réu ao qual, apesar de imposta pena entre 4 e 8 anos de reclusão, foi reconhecida circunstância judicial desfavorável (art. 33, § 3º, do Código Penal), bem como explicitada a gravidade concreta da conduta, apta a justificar o recrudescimento do meio prisional, não há que se falar em flagrante ilegalidade na fixação do regime prisional fechado para o início do cumprimento da pena.

7. Writ não conhecido. Ordem concedida, de ofício, a fim de restabelecer a pena imposta ao paciente na sentença condenatória, ficando, porém, mantido o regime fechado para o início do cumprimento da reprimenda.

Ementa reproduzida do espelho do acórdão publicado pelo Superior Tribunal de Justiça em seus dados abertos (registro 201703165045, publicação em 14/09/2018). Material informativo; não constitui consultoria jurídica nem promessa de resultado.
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