PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DA PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4º, DA LEI N. 11.343/2006 NA FRAÇÃO DE 1/6. AGENTE NA CONDIÇÃO DE "MULA". FUNDAMENTOS IDÔNEOS PARA MODULAÇÃO DA FRAÇÃO DE REDUÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
Agravo regimental a que se nega provimento.
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PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DA PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4º, DA LEI N. 11.343/2006 NA FRAÇÃO DE 1/6. AGENTE NA CONDIÇÃO DE "MULA". FUNDAMENTOS IDÔNEOS PARA MODULAÇÃO DA FRAÇÃO DE REDUÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
1. Consoante o art. 33, § 4º, da Lei de Drogas, o agente poderá ser beneficiado com a redução de 1/6 (um sexto) a 2/3 (dois terços) da pena, desde que seja primário, portador de bons antecedentes, não se dedique a atividades criminosas nem integre organização criminosa.
2. A orientação jurisprudencial desta Casa, na linha do entendimento consolidado no Supremo Tribunal Federal, firmou-se no sentido de que "O fato de o agente haver atuado como 'mula' no transporte da droga não pode - como numa relação, pura e simples, de causa e efeito - levar à conclusão de que ele seria integrante de organização criminosa e, como tal, não seria merecedor da causa especial de diminuição de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei n.
11.343/2006. A diferenciação deve ser feita, inequivocamente, caso a caso, com base em elementos objetivos e concretos dos autos (REsp n.
1.365.002/MS, Rel. Ministro ROGERIO SCHIETTI CRUZ, SEXTA TURMA, julgado em 22/8/2017, DJe 11/9/2017).
3. No caso dos autos, o Colegiado estadual, respeitando os critérios legais estabelecidos pelo art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 e, ainda, com observância aos pormenores da situação concreta, entendeu pela aplicação da causa especial de diminuição da pena na fração de 1/6 (um sexto), destacando que a agravante, embora não integrasse organização criminosa, teria se associado, de maneira eventual e esporádica, a organização criminosa de tráfico internacional de drogas, atuando como "mula".
4. Revela-se suficiente a fundamentação da Corte local, quanto à não incidência da minorante em seu grau máximo, que, aliada ao transporte de elevada quantidade de entorpecentes - 2,945kg (dois quilos e novecentos e quarenta e cinco gramas) de cocaína -, conduziu à aplicação da causa especial de diminuição no patamar de 1/6, mediante a maior reprovabilidade da conduta, sobretudo porque a agravante tinha conhecimento de estar a serviço de organização criminosa de tráfico internacional. Precedentes.
5. Agravo regimental a que se nega provimento.