HABEAS CORPUS. PEDIDO DE PROGRESSÃO DE REGIME PRISIONAL. DEFERIMENTO PELO JUÍZO DA EXECUÇÃO. CASSAÇÃO PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. DETERMINAÇÃO DE REALIZAÇÃO DE EXAME CRIMINOLÓGICO. CRIMES DE ROUBO CIRCUNSTANCIADOS E ESTUPRO. PRÁTICA DE FALTA GRAVE E DE NOVOS DELITOS QUANDO PROGREDIDO AO REGIME INTERMEDIÁRIO. PERICULOSIDADE CONCRETA. DECISÃO FUNDAMENTADA.
Ordem denegada.
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HABEAS CORPUS. PEDIDO DE PROGRESSÃO DE REGIME PRISIONAL. DEFERIMENTO PELO JUÍZO DA EXECUÇÃO. CASSAÇÃO PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. DETERMINAÇÃO DE REALIZAÇÃO DE EXAME CRIMINOLÓGICO. CRIMES DE ROUBO CIRCUNSTANCIADOS E ESTUPRO. PRÁTICA DE FALTA GRAVE E DE NOVOS DELITOS QUANDO PROGREDIDO AO REGIME INTERMEDIÁRIO. PERICULOSIDADE CONCRETA. DECISÃO FUNDAMENTADA.
1. O art. 112 da Lei de Execução Penal, com sua nova redação, dada pela Lei n.º 10.792/93, dispõe ser necessário, para a concessão da progressão de regime, apenas o preenchimento cumulativo dos requisitos objetivo - tiver cumprido ao menos 1/6 (um sexto) da pena no regime anterior - e subjetivo - ostentar bom comportamento carcerário, comprovado pelo diretor do estabelecimento ?, sem tratar da necessidade do exame criminológico.
2. Contudo, a realização do referido exame pode perfeitamente ser solicitado quando as peculiaridades da causa assim o recomendarem, atendendo-se ao princípio da individualização da pena, previsto no art. 5.º, inciso XLVI, da Constituição Federal, tal como ocorre na espécie, em que o Paciente restou condenado por crimes gravíssimos, dentre os quais, o de estupro, ostentando, além da prática de falta grave por fuga do estabelecimento prisional, novos crimes tão-logo foi progredido ao regime intermediário.
3. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do HC 88.052/DF (Rel. Min. CELSO DE MELLO, DJ de 28/4/06), afirmou que "Não constitui demasia assinalar, neste ponto, não obstante o advento da Lei nº
10.792/2003, que alterou o art. 112 da LEP - para dele excluir a referência ao exame criminológico ?, que nada impede que os magistrados determinem a realização de mencionado exame, quando o entenderem necessário, consideradas as eventuais peculiaridades do caso, desde que o façam, contudo, em decisão adequadamente motivada" (sem grifos no original).
4. Ordem denegada.