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Inteligência Jurídica
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STJ 5ª Turma STJ Acervo STJ · Penal

Roubo circunstanciado · Paciente condenado definitivamente à pena de 5 anos e 4 meses de reclusão · Regime fechado · Utilização de arma de fogo

Julgado em 21/09/2010 · HC 173.836 · Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho
Sede do Superior Tribunal de Justiça, em Brasília
Foto de Napoleão Nunes Maia Filho
Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho5ª Turma STJ
Resumo do caso · a ementa oficial, organizada por seções
Cabeçalho da ementa

HABEAS CORPUS. ROUBO CIRCUNSTANCIADO. PACIENTE CONDENADO DEFINITIVAMENTE À PENA DE 5 ANOS E 4 MESES DE RECLUSÃO. REGIME FECHADO. UTILIZAÇÃO DE ARMA DE FOGO. IMPOSSIBILIDADE DE APREENSÃO E CONSEQUENTE PERÍCIA DA ARMA. APLICAÇÃO DA CAUSA ESPECIAL DE AUMENTO DE PENA. AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. REGIME PRISIONAL FECHADO JUSTIFICADO. MODUS OPERANDI (RÉUS QUE SE FIZERAM PASSAR POR EFETIVOS DO CORPO DE BOMBEIROS PARA VISTORIAR ESTABELECIMENTO COMERCIAL E EFETUAR O ASSALTO). INEXISTÊNCIA DE AFRONTA À SÚMULA 440/STJ QUE AFASTA APENAS A POSSIBILIDADE DO REGIME PRISIONAL ESTAR FULCRADO TÃO-SOMENTE NA GRAVIDADE ABSTRATA DO DELITO. PARECER DO MPF PELA DENEGAÇÃO DO WRIT. ORDEM DENEGADA.

Resultado do julgamento

Ordem denegada, em conformidade com o parecer ministerial.

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Ementa

HABEAS CORPUS. ROUBO CIRCUNSTANCIADO. PACIENTE CONDENADO DEFINITIVAMENTE À PENA DE 5 ANOS E 4 MESES DE RECLUSÃO. REGIME FECHADO. UTILIZAÇÃO DE ARMA DE FOGO. IMPOSSIBILIDADE DE APREENSÃO E CONSEQUENTE PERÍCIA DA ARMA. APLICAÇÃO DA CAUSA ESPECIAL DE AUMENTO DE PENA. AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. REGIME PRISIONAL FECHADO JUSTIFICADO. MODUS OPERANDI (RÉUS QUE SE FIZERAM PASSAR POR EFETIVOS DO CORPO DE BOMBEIROS …

HABEAS CORPUS. ROUBO CIRCUNSTANCIADO. PACIENTE CONDENADO DEFINITIVAMENTE À PENA DE 5 ANOS E 4 MESES DE RECLUSÃO. REGIME FECHADO. UTILIZAÇÃO DE ARMA DE FOGO. IMPOSSIBILIDADE DE APREENSÃO E CONSEQUENTE PERÍCIA DA ARMA. APLICAÇÃO DA CAUSA ESPECIAL DE AUMENTO DE PENA. AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. REGIME PRISIONAL FECHADO JUSTIFICADO. MODUS OPERANDI (RÉUS QUE SE FIZERAM PASSAR POR EFETIVOS DO CORPO DE BOMBEIROS PARA VISTORIAR ESTABELECIMENTO COMERCIAL E EFETUAR O ASSALTO). INEXISTÊNCIA DE AFRONTA À SÚMULA 440/STJ QUE AFASTA APENAS A POSSIBILIDADE DO REGIME PRISIONAL ESTAR FULCRADO TÃO-SOMENTE NA GRAVIDADE ABSTRATA DO DELITO. PARECER DO MPF PELA DENEGAÇÃO DO WRIT. ORDEM DENEGADA.

1. A impossibilidade de apreensão e a consequente perícia da arma de fogo utilizada no roubo não afasta a configuração da causa especial de aumento de pena, mormente quando a prova testemunhal é firme sobre sua efetiva utilização na prática da conduta criminosa.

2. Na hipótese, o Tribunal a quo justificou a contento a fixação do regime prisional fechado, em razão do modus operandi da conduta criminosa (réus que se fizeram passar por efetivos do Corpo de Bombeiros para vistoriar o estabelecimento comercial e ao adentrar no escritório sacaram as armas e anunciaram o assalto).

3. A fixação do regime mais gravoso com base no caso concreto, no modus operandi da conduta criminosa e na sua real periculosidade, apesar de a pena-base ter sido estabelecida no mínimo legal, não ofende o disposto na Súmula 440/STJ que afasta apenas a possibilidade do regime prisional estar fulcrado tão-somente na gravidade abstrata do delito.

4. Ordem denegada, em conformidade com o parecer ministerial.

Ementa reproduzida do espelho do acórdão publicado pelo Superior Tribunal de Justiça em seus dados abertos (registro 201000940960, publicação em 18/10/2010). Material informativo; não constitui consultoria jurídica nem promessa de resultado.
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